Guia Fotográfico de Bariloche
Os 7 pontos mais fotogênicos da Patagônia argentina — com horários, luz ideal e dicas de ângulo
Os 7 pontos mais fotogênicos da Patagônia argentina — com horários, luz ideal e dicas de ângulo
Bariloche é uma das cidades mais fotogênicas da Argentina — o Lago Nahuel Huapi de um azul impossível refletindo os picos nevados dos Andes, o Cerro Campanario com seu panorama de 360° sobre quatro lagos, o Centro Cívico de pedra basáltica ao entardecer e o bosque de arrayanes com seus troncos alaranjados refletidos na água escura. Estes 7 locais garantem as melhores fotografias da Patagônia andina com as dicas certas de horário e ângulo.
Luz variável, vento forte e paisagens de montanha — esteja bem equipado:
O Cerro Campanario (1.049m), eleito pela National Geographic como um dos 10 miradouros mais belos do mundo, oferece uma vista de 360° absolutamente inesquecível — quatro lagos (Nahuel Huapi, Moreno, Perito Moreno e Escondido) com cores que vão do turquesa ao azul-profundo, a cidade de Bariloche, o Cerro López e a cordilheira dos Andes nevada ao fundo. Tudo numa única composição impossível de abarcar com um único enquadramento.
De manhã, a luz lateral rasante ilumina os Lagos de frente com uma clareza cristalina. Ao pôr do sol, os picos nevados e os lagos captam tons dourados e laranjas que transformam a paisagem numa pintura. O teleférico (aerosilla) sobe em 7 minutos desde a base na rota do Circuito Chico.
O Lago Nahuel Huapi ao amanhecer — quando a superfície está completamente parada e reflete os picos nevados dos Andes com perfeição de espelho — é uma das imagens mais poderosas de toda a Argentina. O azul impossível da água glacial, que muda de tonalidade ao longo do dia conforme a incidência da luz, é único e irreal mesmo ao vivo.
Os melhores pontos de acesso à margem do Nahuel Huapi para fotografia ao amanhecer são o Centro Cívico (orla da cidade), a Praia de Bariloche e as margens do Circuito Chico. Nos dias de vento fraco, os reflexos são absolutos. Nos dias de vento forte, as ondas criam texturas na superfície igualmente fotogênicas.
O Centro Cívico de Bariloche — o conjunto de edifícios de pedra basáltica escura e madeira ciprestinho projetado por Ezequiel Bustillo nos anos 1930 com inspiração nos chalés alpinos europeus — é uma das arquiteturas mais fotogênicas e únicas da Argentina. A Prefeitura, o Museu da Patagônia e a torre do relógio enquadram a praça central com o Lago Nahuel Huapi e os Andes ao fundo.
À golden hour, a luz dourada aquece a pedra basáltica escura criando um contraste quente-frio com o azul frio do lago ao fundo absolutamente dramático. Os cães de trenó (husky siberiano) que habitualmente descansam na praça adicionam um elemento patagônico autêntico às composições.
O Hotel Llao Llao — construído por Bustillo em 1938 na confluência do Lago Moreno e Lago Nahuel Huapi, com o Cerro López ao fundo — é um dos cenários arquitetônico-naturais mais fotografados da Argentina. A combinação do hotel de pedra e madeira sobre a colina arborizada, com dois lagos de lados opostos e os Andes nevados ao fundo, cria uma composição que parece pintada.
A Capilla San Eduardo, a 500m do hotel, é a pequena chapel de pedra e ciprestinho à beira do lago mais fotografada da Patagônia — uma composição minimalista de grande poder: pedra escura, água azul-turquesa, floresta verde e Andes nevados em quatro camadas de cor e textura.
Vento forte e mudanças rápidas de tempo — proteja o equipamento:
O Bosque de Arrayanes na Península Quetrihué — acessível de barco desde Porto San Carlos — é um dos cenários naturais mais surreais e únicos do mundo: um bosque monoespecífico de arrayanes (Luma apiculata), árvores com troncos da cor da canela alaranjada, frios ao toque mesmo no verão, que se refletem na água escura do lago criando uma atmosfera de conto de fadas que inspirou Walt Disney para Bambi.
A luz filtrada pela copa das árvores, os troncos alaranjados contrastando com o verde das folhas e a água negra ao redor criam composições fotográficas que não têm paralelo em nenhum outro lugar do planeta. O bosque existe apenas aqui — em nenhum outro lugar do mundo crescem arrayanes em tanta concentração.
O Cerro Catedral (2.388m), o maior resort de ski da América do Sul, oferece um dos cenários fotográficos mais dramáticos da Argentina no inverno — pistas brancas entre picos rochosos com o Nahuel Huapi azul reluzindo 2.000 metros abaixo, ao longe. Os teleféricos e cadeirinhas que sobem entre os picos criam oportunidades únicas de fotografar a montanha nevada de diferentes ângulos e altitudes.
No verão (novembro–abril), as pistas viram trilhas de trekking e as paisagens de alta montanha ganham uma dimensão diferente — pedras, liquens, flores alpinas e lagos de altitude em contraste com a neve permanente nos picos mais altos. O Refugio Frey e sua lagoa glacial são o destino trekking mais fotogênico do Cerro Catedral.
O Circuito Chico — a rota panorâmica de 60km pelos arredores de Bariloche — tem múltiplos miradores sobre os lagos com luz completamente diferente ao longo do dia. Ao pôr do sol, os miradores sobre o Lago Moreno e o Nahuel Huapi captam a luz dourada sobre as águas turquesa com os picos nevados em silhueta — uma das vistas mais românticas e fotogênicas de toda a Patagônia argentina.
O Mirador Cerro Llao Llao (acessível de carro ou bicicleta no Circuito Chico) oferece uma das perspectivas mais completas — o Hotel Llao Llao, os dois lagos e os Andes em três camadas de plano, com a golden hour banhando tudo de luz quente. Uma composição que justifica por si só a viagem a Bariloche.